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sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Os privilégios da comunidade LGBT³ brasileira

Ok, eu meu rendo. Dou o braço a torcer, meu caros. E não só eu, mas todos os homossexuais desse Brasil. Nós concordamos, finalmente. Foi difícil, mas a tempo abrimos os olhos. Estão certíssimos. Somos privilegiados e isso deve, sem dúvida alguma, ser combatido. A quem ainda restam dúvidas, melhor dar uma olhadinha em nossa vastíssima quantidade de privilégios. Pra facilitar as coisas, uma listinha com comentários. Vamos lá?

1) Temos o privilégio de não sermos respeitados.
Começamos arrassando já!
2) Temos o privilégio de não podermos construir uma família da mesma forma que um casal heterossexual.
Filhos? Pra quê?
3) Temos o privilégio de viver com medo de levar uma surra em qualquer esquina.
Opa, pura adrenalina, hein?! Pra quem gosta de viver no perigo esse é certamente sensacional.
4) Temos o privilégio de sermos chamados de pedófilos.
Ahh, esse é lindo. Quem não gosta de ter sua imagem denegrida e ser tratado como aberração?
5) Temos o privilégio de sermos muitas vezes rejeitados por família, amigos e desconhecidos.
Quem precisa de tudo isso? Relações sociais e familiares são absolutamente descartáveis.
6) Temos o privilégio de arcar com os mesmos deveres como cidadãos, mas receber menos direitos que o resto das pessoas.
Ué, certamente melhor que os negros que teoricamente não tinham alma, né?!
7) Temos o privilégio de sermos chamados de bichas, de asquerosos, de imundos, de doentes, de viados, de depravados e muitas outras coisas.
Bem, damos muita felicidade àqueles que adoram inventar ofensas. Só com o nosso grupo já dá pra fazer uma boa lista de xingamentos.
8) Temos o privilégio de não podermos demonstrar afeto em público sem correr risco de vida.
Mesmo caso do item 3. Ah, sem esquecer que afeto, amor, carinho são coisas retrógradas e idiotas, nas quais ninguém acredita ou vê necessidade.
9) Temos o privilégio de ter grupos neonazistas, fascistas e religiosos (fanáticos) contra nós.
Quanto mais gente pra brigar, melhor.
10) Temos o privilégio de, especialmente no caso das travestis e transgêneros, não conseguirmos um emprego por nossa orientação.
Melhor ainda. Não queremos trabalhar. Queremos SÓ curtição, sexo grupal e drogas.
11) Temos o privilégio de sermos caricaturados e não chegar a desenvolver relacionamentos afetivos profundos na televisão.
Claro! Gay é tudo a mesma coisa, não?! É igual negro, mulher, nordestino, boliviano, pobre... grupos dentro dos quais todo mundo é absolutamente igual.
12) Temos o privilégio de causar espanto nas crianças e atemorizar os pais com a idéia de que seus filhos possam virar gays.
Lógico. Sexualidade é E-S-C-O-L-H-A, não determinação biológica como a ciência diz.
13) Temos o privilégio de ter heterossexuais achando que só nos aproximamos deles por querermos sexo; nunca por amizade, afinidade ou qualquer outra coisa.
E poderia ser diferente? Se SÓ queremos curtição, sexo grupal e drogas (item 10) é óbvio que pra nós TUDO se resume a sexo.
14) Temos o privilégio de não podermos, em hipóteste alguma, crer em deus ou professar seu nome. (lembrado por Victoria Atadini)
E quem quereria, por livre e expontânea vontade, acreditar numa força ou num ser superior? Pra que ter o direito de seguir uma religião e se sentir bem dentro dela sem causar mal a ninguém?
15) Temos o privilégio de não podermos dar lição de moral em ninguém.
O mais legal numa discussão não é justamente ter seu ponto de vista rebaixado e ignorado?
16) Temos o privilégio de poder mudar de gênero sem precisar de cirurgia, já que gays são igualados a mulheres e lésbicas tornam-se o mesmo que homens.
Simples, rápido e ainda totalmente de graça.

Ufa, acho que acabei os que tinha em mente. Se alguém lembrar de mais algum, por favor, avise! Vamos atualizando isso aos poucos pra sabermos o quão privilegiados somos.
Mas seria bom deixar um recado aos opositores antes de concluir. Nós reconhecemos TODOS esses privilégios em nossa classe. Temos plena ciência de que somos cidadãos num patamar diferente dos demais justamente por conta de tudo isso. E, já que há tanta insistência e reclamação, posso vos garantir uma coisa: lutaremos ferrenhamente pra que todos esses privilégios caiam por terra. Não queremos mais carregar uma bagagem mais pesada, maior que a do resto das pessoas; nunca quisemos, aliás, pois foi a própria sociedade que cuidou de nos privilegiar dessa maneira. Desejamos somente a igualdade e certamente brigaremos cada vez mais pra que cheguemos a ela. Pouco a pouco, trataremos de eliminar cada um desses 16 privilégios, até que não reste um sequer. Garanto que um dia conseguiremos, ainda que nos custe muito suor e sangue.
À comunidade gay, fica um outro recado: ergamos ainda mais alto nossas vozes em memória d@s que morreram por esses privilégios e daquel@s que ainda estão sujeitos a eles diariamente. Deixemos de ser privilegiados e lutemos tão somente para nos tornarmos exatamente o que devemos ser: pessoas iguais a tod@s @s outr@s; nem melhores, nem piores; nem menores, nem maiores.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Abaixem as mãos!


Peraí, peraí, peraí! Estava aqui eu no meu PC lendo coisas aleatórias quando meu namorado disse que um vídeo recente feito pelo Malafaia tinha causado muita polêmica, com uma grande quantidade de pessoas - como era de se esperar - apoiando sua fala. Decidi ir ver como era a coisa, já partindo, logicamente, de duas premissas: 1) ia vê-lo falar, mais uma vez, um monte de baboseiras; 2) me irritaria muito com o conteúdo do vídeo, sem dúvida. Desnecessário dizer que acertei ambas, né?! Ainda assim, dessa vez minha reação foi um pouquinho diferente e eu realmente fiquei MUITO nervoso!
Como vocês podem comprovar assistindo ao vídeo, não há nada nele que Malafaia e a trupe PDNPPPFB (Pessoas de Deus Não Preconceituosas Pela Proteção das Famílias Brasileiras) já não tenha dito, repetido, escrito e lançado aos quatro ventos, mas a postura do mencionado pastor nessa gravação era incisiva demais pra que eu não explodisse. EVIDENTEMENTE meus interesses e o dele não batem e - pelo visto - a lógica se aplica ao resto de seus seguidores também, capazes de fanatismo ainda maior que o próprio lider; com tal coisa em mente é que fui ler os comentários da página do Youtube. Adivinhem só: fiquei ainda mais bravo e fiz questão de escrever algumas coisas a eles. O tema da postagem não é as minhas respostas, entretanto.
No vídeo Silas diz que está sendo perseguido pelos ativistas gays, que estamos tentando colocar uma mordaça na sociedade a fim de podermos fazer o que der na telha sem sermos repreendidos. Opa, opa, como assim?! Quem é que em TODAS as ocasiões políticas faz questão de transformar sua fala numa pregação, fazendo-nos sentir quase como se estivéssemos dentro de uma igreja? Quem é que insiste em nos dizer todos os dias que nossas práticas são erradas, que vamos pro inferno, que não podemos nos casar, que não podemos adotar crianças, que não podemos demonstrar afeto, que não podemos desrespeitar a Bíblia... enfim, que não podemos exercer nossa liberdade de fazer com nossas vidas o que bem entendemos? Quem é que demoniza tudo aquilo que vai contra suas crenças religiosas e impõe a vontade de seu deus a uma nação LAICA? Quem é que tenta insistentemente nos converter como se fôssemos uma espécie de loucos que precisassem ser curados imediatamente para pararmos de espalhar nossa doença pelo mundo? Quem é que passa por cima de TUDO somente pra defender - mesquinhamente, se me permitem dizer - seu ponto de vista? Pra todas essas perguntas há uma resposta claríssima: a bancada evangélica.
É isso que está errado, profundamente ERRADO! Não se pode ter um governo que está a serviço de pessoas que representam única e exlusivamente seus próprios interesses, que veem o resto da sociedade como um bando de perdidos que precisam de algum tipo de conserto para que possam ser dignos de serem defendidos! Não somos doentes, mas estou certo que se fosse o caso mereceríamos um tratamento infinitamente melhor do que nos é dispensado atualmente. Mas enquanto essa classe extremamente hipócrita - que diz amar o próximo como a si mesma, mas não está disposta a dar o braço a torcer para que o outro possa enxugar suas lágrimas - ditar as regras nesse país só nos restará o atraso, a subserviência e o pensamento restrito. Já passou da hora - e estamos muitíssimo atrasados - de todos aqueles que acreditam viver numa redoma de vidro onde o mundo é perfeito, de acordo com seus preceitos, acordarem para a realidade. As pessoas não são iguais e jamais serão; nem se estivéssemos em uma ditadura seriam. Chega de discursos inflamados e cheios de ódio disfarçados do mais puro amor divino, como se o deus tão proclamado fosse tolo e apoiasse cegamente tudo isso! Abaixem as mãos, tirem as máscaras! Vocês não são as vítimas.

domingo, 23 de janeiro de 2011

Não é o que parecia...

É engraçado observarmos os tipos de artistas que acabam ganhando destaque na mídia, o estilo de música que realmente vende. Não precisamos ir muito longe pra conseguir criar uma imagem, principalmente das cantoras (aqui excluo os homens pelo fato de mulheres estarem mais abertas a apostas e transformações drásticas na aparência). Meu gosto musical é bem variado e muitas vezes uma banda/artista não tem nada a ver com a outra, seja no ritmo, nas letras, nas atitudes e até mesmo na aparência; isso não significa, entretanto, que ouço de tudo, aprecio todo tipo de música e aceito qualquer coisa. Encantam-me melodias e palavras capazes de trazer-me alguma reflexão, algum pensamento que me faça crescer, seja ele qual for.
Em função disso, devo fazer uma declaração que talvez me encaminhe ao apedrejamento: eu ouço Avril Lavigne. A despeito do que possa passar pela cabeça de muitos, penso que um dia ela mostrou algo a mais em relação a todas as outras garotas na indústria musical. Poderia até ser puro marketing, mas era a imagem que chegava até nós; uma música que tinha um tom diferente, um descontentamento com a incessante venda dos corpos das cantoras ao invés do talento das mesmas que verdadeiramente nos fazia repensar se era aquele o nosso desejo, se precisávamos de toda aquela exposição sensual incapaz de engrandecer o potencial artístico daquelas mulheres. Avril não precisava mostrar 80% de seus atributos físicos para fazer sucesso e não parecia disposta a isso. Mas as coisas mudam, não é mesmo?!
Olhando hoje para essa moça (foto 1) não parece haver restado algo daquela menina (foto 2) que abominava a futilidade, as roupas de marca, os cuidados excessivos com a aparência física e todas essas coisas enfiadas goela abaixo das adolescentes como se fossem indispensáveis à sobrevivência delas.

                                                                         (Foto 1) 

                                                                         (Foto 2)

Não costumo opinar muito sobre famosos, o que fazem, o que deixam de fazer e coisas do tipo. Não me interesso pela vida pessoal deles e, portanto, raramente julgo-os. Ainda assim, pode parecer algo pequeno o efeito das mudanças na carreira de uma pessoa com tanto destaque quanto a Avril, mas, infelizmente, é uma coisa fenomenal. Milhares, milhões e - em casos como Lady GaGa - bilhões de adolescentes tomam seus ídolos como fonte de inspiração, muitas vezes fazendo sua vida girar em torno deles. E como os relacionamentos entre pais e filhos nem sempre são bem sucedidos a situação se complica, fazendo com que os exemplos comecem a vir de fora, sendo, muitas vezes, oferecidos por pessoas que só estão preocupadas com seu dinheiro. 
As jovens sofrem hoje com uma pandemia de baixa auto-estima e não podem levar a culpa por isso, porque a mídia as faz crer, de todas as formas possíveis e imagináveis, que há algo extremamente errado com elas. O cabelo não está certo, por isso é necessário alisá-lo, repicá-lo, tingí-lo, jogar mil produtos químicos até que fique bonito; as roupas não são boas o suficiente, portanto a melhor saída é correr para o shopping e comprar algo mais chamativo, que realce mais o corpo; aliás, o corpo também não está certo, porque dois quilos a mais realmente fazem muita diferença e é mil vezes melhor sofrer com anemia/anorexia/bulimia a se olhar no espelho e ver que sua barriga não é lisa como a superfície da mesa da sala; a cor dos olhos também não é tão bonita, por isso seria legal comprar umas lentes de contato coloridas a fim de parecer um pouco diferente; o rosto está com muitas espinhas e ninguém pode ver essa vergonha, então é bom ir à farmácia comprar um produto pra isso e, aproveitando a viagem, adquirir também lápis de olho, rímel, pó, batom, sombra, cilhos postiços, corretor, porque, pra falar a verdade, tudo está um horror e precisa ser mudado. E isso é absurdamente lucrativo, uma vez que, no fim das contas, torna-se melhor acreditar em reencarnação, se matar e tentar voltar num corpo mais belo ou simplesmente procurar mil e uma pessoas em quem se espelhar pra poder mudar sempre e nunca ter que aceitar a sua beleza natural.
Toda essa corrida só gera frustração atrás de frustração, porque nunca se atinje o patamar almejado, a garota nunca se torna sua musa inspiradora. E por quê? Simplesmente porque são duas pessoas diferentes, por mais parecidas que possam se tornar. Esse é o destino absolutamente imutável. Uma fã da Lady GaGa nunca será a Lady GaGa, assim como aquela menina que idolatra a Britney jamais se tornará a Britney. E o mesmo acontece no caso da Avril. Uma artista diferente, que não segue os padrões de beleza impostos, que não vende o corpo para fazer sucesso, que não ressalta a importância de uma aparência física perfeita, que não faz apologia à perda da individualidade é um grande apóio para aquelas e aqueles que não encontram seu lugar no mundo simplesmente por se acharem diferentes demais, feios e feias demais. 
Uma pessoa que me surpreendeu recentemente nesse quesito foi a P!nk, com sua nova música "Fucking Perfect". A letra fala sobre tudo aquilo que uma garota sofre em função da beleza externa que a sociedade exige dela e traz alívio para as que se afligem com essa questão. Serve também para meninos, claro, pois homens também recebem cobranças (e muitas, diga-se de passagem). Para quem ainda não viu, deixo o clipe no fim da postagem, que eu penso ser um dos melhores já produzidos. Ela recebeu duras críticas e teve o vídeo classificado como impróprio, mas só mostrou a realidade que muitas tentam camuflar. Quem vende beleza não se importa com a felicidade daqueles que a compram, apenas com o dinheiro que se pode tirar daquilo.
E a Avril começou a vender beleza e música ao mesmo tempo, como se ambas necessitassem estar atreladas. Suas músicas ficaram fúteis, pois agora ela cria uma letra dizendo "qual o problema se eu for a um milhão de encontros?" e "sou rainha do drama, sou a coisa mais foda que seus olhos já viram". Isso, pra mim, não traz nada de bom. Se ela sempre foi desse jeito e se escondeu atrás daquela máscara de menina revoltada pra poder construir sua carreira eu já não sei, mas definitivamente Avril Lavigne não é o que parecia! Só espero que as garotas que se inspiram nela percebam o pouco conteúdo presente em seu trabalho atual e não se deixem levar por essa nova imagem, criada, provavelmente, apenas para vender mais.

 
Vídeo da P!nk para a música Fucking Perfect

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Palhaçada talvez seja eufemismo (Atualização 1)


As modificações encontram-se no fim da postagem, com a respectiva data!

Se alguém viu meu facebook ontem - ou talvez o twitter - sabe o quanto tenho reclamado, desde as 13h, dos problemas no site do SiSU. Todavia, não sou apenas eu que está enfrentando problemas, mas sim dezenas de milhares de estudantes espalhados pelo Brasil todo. E tudo por quê? Por falta de planejamento e, ao meu ver, um enorme descaso conosco. Problemas do Enem à parte (sem ressaltar, claro, que ano passado ele foi adiado de última hora e agora ocorreram erros na impressão), a dificuldade em acessar o SiSU está estampada nas comunidades relacionadas ao assunto, principalmente no orkut. 
O jornal, por sua vez, pouco noticiou a respeito, sendo isso consequência, logicamente, do pronunciamento escasso, para não dizer quase inexistente, do MEC; nota-se ainda a aparente incompetência do órgão em administrar o programa, o que traz força para aqueles que são contra o Enem e o SiSU. Quando algo foi dito, tivemos palavras como "tenham calma" e "o site está um pouco lento". Agora vá dizer a todos que nesse momento fazem plantão na frente do computador, às centenas de jovens que devem ter utilizado lan houses para fazer sua inscrição e acabaram se frustrando por gastar dinheiro inutilmente, como também àqueles que não possuem fácil acesso à internet mas ainda assim se esforçaram para tentar ficar online, ainda que por breves minutos, só por causa do SiSU. Site lento?! Houve momentos em que nem se conseguia visualizar a página! Mas vamos pegar o problema pelo começo, certo?!
Pois bem, eu não entrei às 6h da manhã na internet justamente por temer a sobrecarga do sistema e as dificuldades que poderiam advir disso. A minha decisão, entretanto, não mudou nada, pois iniciei minhas tentativas às 13h e até o presente momento não obtive qualquer resultado satisfatório. Logo no início, conseguia acessar a home page do site e até passar à segunda janela, onde digitamos o número de inscrição e a senha do Enem. Ao passar para a terceira página, infelizmente, o tempo de resposta do servidor estourava e eu tinha que recomeçar. Depois de um tempo, a segunda página já não abria mais e não demorou muito para que a inicial tomasse o mesmo caminho; clicar no link do SiSU, encontrado pelo pesquisa do Google, tornou-se absolutamente inútil, uma verdadeira perda de tempo.
Essa situação perdurou por, pelo menos, oito horas, creio eu, alternando entre períodos em que era possível abrir até a segunda página e outros nos quais não dava sequer pra entrar no site. E haja paciência! Às 00h o expediente acabou, sendo o retorno da página previsto, segundo o MEC, para as 6h; por volta de 1h, contudo, as inscrições foram reabertas. Eu corri para tentar fazer a minha e consegui marcar até a opção de primeiro curso (correspondente à 4 página), mas o excesso de acessos novamente não me permitiu concluir o registro. Resultado: o site não se manteve por mais de 2 minutos no ar, sofrendo novamente problemas com a rede. Agora a página está fechada e não tenho idéia de que horas conseguirei finalmente resolver isso, havendo uma grande quantidade de jovens nesse país na mesma situação.
O pior de tudo foir ler uma reportagem onde o MEC afirma que a banda foi feita para suportar até 400 inscrições por minutos, sendo que na tarde de ontem as taxas chegavam a 600/minuto e 84 mil acessos simultâneos. Será incompetência do Ministério da Educação ou apenas falta de respeito com as pessoas que realmente dependem desse sistema para garantir sua vaga numa universidade de qualidade? Ambas as respostas não nos levam a algo bom, sem dúvida, e palhaçada talvez seja eufemismo pra tudo isso.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Como se não bastassem todos esses problemas, ontem ocorreu um ainda pior: por alguma espécie de erro no sistema, houve vazamento de dados dos alunos inscritos no SiSU! Isso mesmo, uma baita dor de cabeça para todos nós. Dezenas de alunos no orkut - e eu estou incluso nisso - relataram que ao abrir a página do site, digitarem seus respectivos dados e confirmarem, surgia uma mensagem de erro e então, inesperadamente, ao tentarem recarregar a página, informações de outras pessoas, com notas e opções de curso diferentes apareciam. Nessa hora um nervoso verdadeiro, e absolutamente fundamentado, tomou conta de todos, pois se qualquer um pudesse acessar a inscrição de outro candidato isso significava que havia risco de alterações nas opções individuais. Para comprovar tal afirmativa, alguns indivíduos começavam a declarar que seus cursos haviam sido mudados sem qualquer precedente. Eu, por exemplo, tive minhas duas inscrições canceladas.
Pipocaram centenas, se não milhares, de reclamações direcionadas ao MEC, Enem e SiSU, sendo que muitas chegaram a ser mandadas para diversos sites jornalísticos. Eu, por twitter, insistia em pedir ao MEC um pronunciamento a respeito do problema, embora tanto a minha voz quanto a de todos os outros que enfrentavam a mesma situação parecesse não ser ouvida. Não lembro ao certo o horário, mas o twitter do MEC consta de 21 horas atrás a primeira resposta em relação ao problema, ou seja, entre as 22 e 23 horas de ontem; toda a confusão, entretanto, tivera inicio às 19h23. O órgão alegou que um erro na memória cache causou o transtorno, mas nenhum dado, segundo o MEC, foi verdadeiramente alterado. Bem, o problema foi realmente resolvido, mas a atmosfera continua muito tensa em relação à gestão do programa. 
O site continua dando erros, apresentando lentidão excessiva e ainda é difícil acessar as inscrições. Hoje pela manhã a Defensoria Pública da União do Ceará (DPU) entrou com uma ação contra o Enem por conta dos problemas com as notas das provas, ainda sem levar em consideração as dificuldades com o SiSU. Agora é esperar pra ver se sai algo disso, porque no fim das contas nós pagamos o pato. Quem sabe com a alteração na presidência do Inep as coisas possam tomar um caminho, pelo menos, não tão difícil.

domingo, 24 de outubro de 2010

Levantai vossas bandeiras contra a desordem!

E mais uma vez, como não poderia faltar quem se pronunciasse à favor da manutenção da nossa ordem social, a ilustríssima Igreja Católica fez o seu papel. Simone Scatizzo, um bispo já aposentado de 79 anos, resolveu deixar explícitas suas idéias. "Gays declarados e ostensivos não devem comungar, pois a homossexualidade é uma desordem, um pecado que exclui da comunhão". Suas palavras foram claras e talvez, por serem tão objetivas, acenderam as chamas da luta de grupos GLS's italianos, os quais não ficaram calados diante disso. Mas, como sempre, muito se fala e pouco se faz. Não que algo devesse verdadeiramente ser feito, embora seja impossível negar que situações como essas continuam enraizadas em nossa sociedade e atrapalham avanços que poderiam ocorrer se pudéssemos deixar algumas diferenças de lado. Só que a liberdade de expressão tem suas conseqüências e sempre acaba gerando certos conflitos.
Viver em sociedade não é fácil, nunca foi e é bem provável que jamais seja. Cada pessoa tem seus próprios ideais e modela o mundo à sua volta da forma que melhor lhe convém, criando uma realidade particular que vá de encontro com os seus princípios. E bem sabemos que princípios são nada mais que uma lista de regras de boa conduta extremamente relativa, que pode variar drasticamente de um indivíduo para outro. Ainda assim existem certas coisas que saem desse campo e vão parar no que gostamos de chamar de "bom senso", sendo que ele deveria nos guiar mais vezes em determinadas decisões, principalmente quando temos consciência dos efeitos de nossas atitudes sobre o mundo ao nosso redor.
Pensamentos religiosos fazem parte do nosso universo, daquilo que somos e, sem dúvida alguma, estão intimamente relacionados à nossa visão de mundo (que, logicamente, parte de nossos princípios). Todavia, estes, teoricamente, deveriam estar retidos em nosso interior de forma a não se exteriorizarem e ultrapassarem a barreira imaginária de universos alheios, onde existam seres humanos exatamente como nós e que possam ser profundamente atingidos por nossas palavras. E essa regra só deveria tornar-se passível de exceções se a pessoa estivesse disposta a abrir o seu mundo para as conclusões e devaneios de outrem. Deve-se levar em consideração, ainda, que a intolerância gerada por isso é diretamente proporcional à vazão que damos para que o nosso preconceito se manifeste, o qual, inescapavelmente, nos acompanha por toda nossa vida e é responsável por todos os julgamentos muitas vezes "sem pé nem cabeça" que fazemos de quem não conhecemos. 
Contudo, muitos parecem não estar dispostos a respeitar qualquer sinal de alerta que diga coisas como "cuidado, você está entrando em território desconhecido, por isso preste atenção ao que dirá para não causar danos" ou mesmo um simples "fique atento ao que virá depois". Talvez algumas poucas aulas de Física fossem suficientes para que nós nos tornássemos capazes de entender que a terceira lei de Newton, a qual descreve os conceitos de ação e reação, não fica bonita somente em livros de ensino médio, tampouco tem seu funcionamento restrito aos cálculos de interação entre corpos. Se você empurra algo a lógica impõe que a força exercida retorne no sentido oposto. Isso provavelmente explicaria a revolta de alguns de nós quando ouvimos algo que não gostamos, principalmente quando sentimentos nossa liberdade sendo golpeada e lançada ao chão, mostrando-nos claramente que dentro da mente de outros nós estamos totalmente errados. E as proibições resultantes compõem o fator mais agravante, exatamente aquilo que chamamos de "gota d'água", culpado pelos inúmeros homicídios e outras barbáries feitas em nome de um ideal.
É importante manter em mente que certos sistemas fecham as portas para a inclusão de grupos isolados, como, por exemplo, os homossexuais. Torna-se igualmente essencial ressaltar que o mundo em que vivemos está mudando e o espaço para a exclusão tem sido cada vez mais reduzido. Algumas previsões podem até estimar que brevemente os marginalizados serão aqueles que hoje excluem, e mesmo assim isso não seria animador. Como nosso presidente, Luiz Inácio Lula da Silva, disse, "gays e a união entre eles são uma realidade. Não podemos simplesmente fingir que não existem, porque existem". Logo, resta apenas saber o que a nossa sociedade pensa em relação a isso e as atitudes que deseja tomar, sendo que seguir o rumo de Uganda e criar um projeto para punir com morte os casos de "homossexualidade agravada" não é a melhor saída para a solução do "problema". 
Abrir as portas do nosso universo para que os diferentes de nós, por livre e expontânea vontade, possam conhecer nossas ideologias é a melhor forma de conquistar seguidores fiéis e derrubar barreiras de pensamento e preconceitos, levando em consideração que esse seja o objetivo. Forçar mudanças na vida de outros é cultivar ódio e disseminar discórdia. O que não podemos é fechar os olhos e criarmos uma redoma de vidro intransponível, onde nos prendemos e mantemos o resto do mundo do lado de fora, como se ele simplesmente não existisse. Afinal, nossos ideais comuns pregam a igualdade, mas se nós não podemos praticá-la é melhor que deixemos de lado nossas crenças e vivamos pela lei do mais forte. Quem sabe assim a evolução não se encarregue de colocar no topo o "modelo humano" mais desenvolvido, sem precisar da ajuda da nossa falsa moral para isso.


(Escrevi esse texto após ler uma reportagem, como citado no início dele, na qual um bispo "protestou" contra a participação de homossexuais nos ritos cristãos. Meu pensamento quando a isso não mudou até hoje, embora seja fato que eu provavelmente utilizaria palavras diferentes pra expressar essa opinião. O texto é de 08/02/2010)

Causas Menores e Conseqüências Maiores

Para a Construção Civil o problema provavelmente se deu por conta da ausência de fundações. Já para os ambientalistas o incidente teve como causa a erosão do solo. Não é muito difícil perceber que, levando um pouco mais a fundo as duas visões, ambas estão interligadas e são fatores constituintes de um problema muito maior: a falta de infra-estrutura. Esta é, sem dúvida alguma, imprescindível para garantir a resistência de uma construção diante de fatores geológicos e climáticos intensos. E é exatamente a falta de planejamento que trouxe o desmoronamento do Morro do Bumba em Niterói, Rio de Janeiro, na noite do dia 07/04, uma quarta-feira chuvosa que, sem aviso prévio, mudou para sempre a vida de dezenas de pessoas. 
Durante dezesseis anos, de 1970 a 1986, o local foi utilizado como lixão, sendo considerado, na época, o segundo maior do município carioca. O lugar, no entanto, ao término do governo Wellington Moreira Franco, já havia atingido sua capacidade máxima, ficando totalmente saturado e forçando, conseqüentemente, sua transferência para outro ponto. Quando finalmente encontrou-se um novo destino final para o lixo, a área foi desativada e sua ocupação vetada. Isso perdurou, porém, apenas por um breve período, pois aos poucos a fiscalização tornou-se ineficiente, e pequenas casas de alvenaria começaram a ser erguidas no local.
Foi nesse período que o então governador Leonel Brizola realizou uma obra de saneamento e levou ao morro o programa “Uma Luz Na Escuridão”, gerando também a construção posterior de uma escola e implantação do programa ‘Médico de Família. Pouco a pouco o lugar foi ganhando novas características, passando a contar com uma quadra poliesportiva e uma creche. Com o incentivo governamental, a população residente no Morro do Bumba cresceu cada vez mais, sem consciência dos riscos aos quais estava exposta. Entretanto, cerca de 20 anos após o início da ocupação, vieram os problemas, mostrando-se muito maiores do que poderiam, outrora, aparentar ser.
Se estudarmos o solo constataremos que suas características podem apresentar-se de diversas formas, dependendo do lugar analisado e os agentes intempéricos atuantes. Todavia, existe um processo que é intrínseco a todos os tipos de solo e pode, em alguns casos, levar a desbarrancamentos e desmonoramentos, sendo denominado “erosão”. Sua ocorrência se dá através do carregamento de partículas constituintes do solo e é natural, podendo, no entanto, ser intensificada de acordo com as condições específicas do lugar. 
A retirada da mata é um fator que se encontra numa relação diretamente proporcional à erosão, uma vez que as raízes das árvores são responsáveis por manter o solo firme e evitar seu fácil deslizamento. Deve-se lembrar, ainda, que quanto maior a inclinação do terreno mais forte será sua erosão, já que a diferença de altura proporciona maior mobilidade às partículas no nível mais alto, as quais, por sua vez, serão levadas para baixo pelo vento ou água. Morros possuem, deste modo, alta propensão natural a desenvolver processos erosivos violentos, os quais só podem ser minimizados pela vegetação de porte arbóreo. 
Construções mal projetadas e frágeis têm grande probabilidade de apresentar problemas estruturais ao longo do tempo. Pode-se colocar a fundação feita de forma errônea como, provavelmente, a maior causa do surgimento de dificuldades no firmamento de edificações, sendo seus efeitos, além disso, cumulativos, pois possui a função de fornecer a base e garantir resistência e estabilidade à construção. Casas pertencentes a conjuntos habitacionais com ausência de infra-estrutura, comumente chamados de “favelas”, carecem de tal etapa do projeto arquitetônico, sendo excepcionalmente mais suscetíveis a desabamentos decorrentes de fatores climáticos mais fortes.
Juntando os dois problemas supracitados, ambiental e estrutural, tem-se uma visão das condições encontradas no Morro do Bumba, antes do seu desmonoramento. Contudo, nesse caso, existe um fator agravante: a antiga presença de um lixão na área. Toda matéria sofre processos de decomposição, os quais são responsáveis por torná-la ao estado de elementos químicos separados. E com o lixo depositado ali não poderia ser diferente. 
É provável que ao longo do tempo os resíduos descartados no local tenham sido soterrados e, dessa forma, vinham sendo gradativamente decompostos. Tal ação implica, necessariamente, na redução do volume destes, deixando os espaços que antes ocupavam parcialmente vazios. Com o passar do tempo, certas regiões mais internas do terreno perdem sua firmeza e a mesma coisa passa a se mostrar em inúmeros pontos. É possível perceber que tal condição não pode ser mantida por muito tempo sem que haja algum reflexo nas partes mais afastadas de sua ocorrência, ou seja, na camada superficial do solo, chegando ao ponto em que este acaba por colapsar. 
Todos estes problemas, somados à intensa e intermitente atividade pluvial que assolou o Rio de Janeiro nos últimos dias, podem ser apontados como responsáveis pelo incidente recente em Niterói. Entretanto, é necessário denotar que o fator social, em questões como essa, sempre precisa ser avaliado e levado em consideração na busca de soluções, uma vez que a população é causa e também vítima direta de tais acontecimentos. 
Avaliações recentes demonstraram que existem, pelo menos, mais 130 pontos de risco, onde as áreas estão sujeitas ao mesmo efeito observado no Morro do Bumba. Mas, mesmo em frente a essas estatísticas alarmantes, as pessoas recusam-se a deixar suas casas. No local do acidente, apenas três das doze famílias residentes abandonaram suas habitações por vontade própria. As outras nove, mesmo em condições muito perigosas, optaram por permanecer, embora estejam mantendo estado de alerta e procurem dormir em regiões um pouco mais afastadas das partes atingidas. 
São perfeitamente plausíveis os argumentos que defendem maiores investimentos governamentais para com as áreas mais carentes. Porém, é de igual importância ressaltar outro grande entrave para a solução destes problemas: a vontade popular. Estima-se que apenas 15% dos habitantes de favelas queiram deixar suas moradias, sendo que mais da metade delas, de acordo com o Censo 2000, possuem artigos como televisão, geladeira, DVD e celulares. Se tomarmos como análise esse ponto, veremos que, além das dificuldades propriamente inerentes a um processo de restauração e reeducação de toda a comunidade, encontra-se também a falta de apoio por parte desta, dificultando muito o processo.
Logo, embora ações como as realizadas pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que visam estimular o crescimento econômico do país, sejam, em sua essência, necessárias para o desenvolvimento, há também a grande necessidade de fornecer a conscientização gradual das camadas mais carentes da população. Concomitantemente, é imprescindível a honestidade por parte do governo, bem como o incentivo a estudos que busquem caracterizar e expor possíveis soluções para os problemas sócio-ambientais encontrados em áreas de risco. Afinal, o desmoronamento não foi mais que o resultado de políticas falhas e estímulos que seguiram na contramão das reais necessidades da população, funcionando apenas como paliativos que, infelizmente, mostraram-se como fatores agravantes de um grande processo de apropriação irregular.


(Essa foi uma redação produzida pra matéria de Resíduos Sólidos do meu curso técnico, na qual tive que expor os problemas encontrados no deslizamento do Morro do Bumba, em Niterói-RJ. O texto é de 20/04/2010)

domingo, 19 de setembro de 2010

Ahhh...isso sim é glamour!

Esses dias vi uma coisa que me deixou realmente chocado - e sei que não somente a mim, mas também a muitos outros que tiveram a infeliz oportunidade de se deparar com a mesma bizarrice. A tão idolatrada estrela pop Stefani Joanne Angelina Germanotta - mais conhecida como Lady Gaga - nos deu uma amostra mais que surpreendente do seu espetacular poder criativo. Quem acompanha pelo menos um pouco do mundo da música, percebe que ela se tornou um ícone de originalidade, talento e muito, mas muito, glamour. Admito que nunca fui muito com a cara dela, embora reconheça em sua pessoa as características supracitadas. Ops, já ia esquecendo...exceto a última. Glamour, seja lá o que isso significar, é algo que pra mim, pelo menos a partir de agora, não faz mais parte do universo dessa "ilustre" cantora. Observe a foto abaixo e reflita por alguns segundos...



Sim, é exatamente o que parece! Uma roupa especialmente idealizada para o VMA e inteiramente feita de carne! Tudo bem, sei que minha ideologia vai absolutamente contra isso, pois, como alguns devem saber, sou vegetariano, mas preciso dizer que o problema com a morte de um animal não foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Assim que vi essa cena só consegui pensar em uma expressão: Como assim?!
É, foi isso que me perguntei - e continuo a questionar até agora. O que uma pessoa tem na cabeça pra fazer algo dessa natureza? Sem pensar no fato de que vestir-se assim é, no mínimo, nojento, levemos em consideração ao menos o bom senso. Quem, em sã consciência, já pensou em sair desfilando por aí com uma roupa feita de comida? Aposto que você nunca viu ninguém na rua usando uma camiseta de salada com uma calça feita de omelete, certo? Ou mesmo alguém que fizesse um pão francês gigante e se enfiasse dentro, deixando pra fora somente os braços e pernas. Então por que razão nesse Universo um estilista de uma cantora internacionalmente famosa permite uma atrocidade desse tipo? Eu não sei a resposta e agradeceria muito se alguém pudesse me explicar a situação. 
E, sinceramente, não tenho problemas com a estética disso, mas sim com o absurdo da idéia em si. Não faz sentido algum! Aliás, deixo aqui a sugestão ao Felipe Neto que faça um vídeo comentando sobre isso, pois tenho CERTEZA que haverá MUUUUUITO sobre o que falar. Concordo que o mundo provavelmente já havia se acostumado um bocado ao estilo esquisito da artista, porém isso extrapola todos os limites possíveis daquilo que se pode chamar de "diferente". Não é mais questão de originalidade, e sim de absoluta ausência de um cérebro. E a pior parte é saber que existem milhares por aí a essa hora apoiando a atitude da cantora. Fãs alienados que não percebem as máscaras usadas por ela para esconder seus reais pensamentos e a extrema falta de conteúdo em suas músicas. Tudo parece se tratar de superficialidade. 
Já tive a oportunidade de ouvir algumas falas em entrevistas e confesso que por um tempo até cheguei a achá-la digna da fama que agora possui, pensando, inclusive, que poderia trazer alguma coisa útil à humanidade. Mas ultimamente vinha notando que isso era pura ilusão, o que só foi confirmado pela sua recente aparição trajando essas vestes ridículas e totalmente ofensivas. Agora só vejo que não há nada ali para ser mostrado, só um vazio enorme tentando ser encoberto por roupas mirabolantes e performances minunciosamente planejadas. É péssimo saber que o mundo ainda se deixa guiar por correntes assim, que nada acrescentam e aumentam mais ainda a necessidade das pessoas de parecer algo. 
Não sou contra os cuidados com a estética, mas não suporto as tentativas infindáveis e aparentemente incansáveis de mudanças na aparência a fim de corresponder a algum padrão social, tampouco quando são feitas em nome da auto-afirmação. Precisamos mudar dentro e não fora! Cortar o cabelo de um jeito, pintá-lo de arco-íris, usar uma bota plataforma de 30 centímetros, vestir roupas caríssimas e consumir indiscriminadamente artigos para beleza não transforma a vida de ninguém, apenas engana por um tempo, trazendo ainda a falsa sensação de melhoria. Quem é feliz se aceita exatamente como é e não precisa usar o físico para transparecer sua real identidade, porque quem entra em contato com uma pessoa desse tipo já nota logo de início toda a grandiosidade encontrada ali. 
Sei que esse post fugiu um pouco ao que geralmente escrevo, mas não podia simplesmente fingir que não vi e deixar pra lá. Crescer, se preocupar com o aprendizado, com a melhoria interna, com o aprimoramento das virtudes universais é o que realmente conta. Isso sim é glamour! O resto são só tentativas falhas de tentar ser outra pessoa e se encaixar em algo. Claro, isso é a minha opinião!