quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Um mundo saturado, incompleto e vazio




Sei que, devido ao que será lido logo abaixo, parecerá que iniciei o post duas vezes. Não, não estou doido a esse ponto, pelo menos não ainda. É que esse era apenas um rascunho que tinha guardado aqui desde o dia 14/07...ou seja, há três meses. O que ocorre é que justamente hoje veio-me à mente finalizá-lo e disponibilizá-lo a todos que quiserem lê-lo; não vos espantai, portanto, a idade já avançada de algumas informações expostas. Lembrai-vos que tais coisas faziam parte do meu universo à época e que optei por manter o texto na íntegra, apenas concluindo-o. Peço-vos, ainda, perdão pelos atrasos nos posts, mas tenho andado sem tempo e disposição pra escrever, ainda que dezenas de idéias percorram meus pensamentos.
Só isso queria dizer...boa leitura!

O título desse post tem muito a ver com a imagem, embora ela tenha originalmente sido utilizada para exemplificar uma "teoria de que a Terra é vazia". Preciso, no entanto, antes de iniciar, fazer um breve comentário que diz respeito exclusivamente a mim: ACABOU! Fui dispensado do serviço militar e agora posso prosseguir sem o risco de ter esse tipo de preocupação novamente durante minha passagem por esse planeta. Aliás, esse é o exato alvo desse texto, mais precisamente o local em que quero situar meu discurso. Desejo falar um pouco sobre coisas que envolvem a todos e fazem parte dessa esfera, conhecida como "Terra", alocada em um vasto e aparentemente infinito Universo. Devemos, para tanto, ter em mente, logicamente, a capacidade geradora dela e o papel de grande lar ao qual tem sido exposta desde os primórdios da vida. Atualmente, porém, a realidade já não se lhe apresenta tão bela quanto fora outrora.
Muitos problemas tem a humanidade; tal afirmação não peca em veracidade de forma alguma. Fome, matanças, corrupção, tristeza e uma insistência na disseminação de um dos piores sentimentos: o ódio. Raiva é uma sensação perfeitamente normal, comum a toda pessoa; sua continuidade, todavia, acaba por transformá-la em rancor, mágoa e, posteriormente, asco. Este, como bem sabemos, é pura repulsa, aversão por determinada coisa, situação, lugar ou pessoa e gera, por sua vez, separação. Ao cultivá-lo passamos a não nos identificar mais como seres absolutamente semelhantes - ainda que extremamente diferentes em inúmeros aspectos -, integrantes de uma mesma raça. Criam-se conflitos e falsas idéias de superioridade baseadas em conceitos infundados e equivocados, levando ao surgimento de centenas de preconceitos e julgamentos que apenas exemplificam nossa enorme imperfeição.
Se alguém passar algum tempo comigo e procurar saber mais sobre aquilo que creio descobrirá logo a infindável e indestrutível fé depositada por mim sobre os seres humanos. Podem aparecer-me santos e deuses prontos a fazer-me, sem qualquer custo, favores e milagres incontáveis; espero que aceitem, entretanto, a minha opção em acreditar mais nos habitantes racionais desse planeta e em nossa capacidade natural de operar maravilhas, bem como minha preferência em dar-nos crédito pelos grandes feitos até hoje alcançados. Se digo tal coisa é justamente por um grande medo presente em mim, fazendo-me pensar que muitos esperarão sempre pela "mão de Deus" ou de qualquer outra divindade para finalmente poderem construir a casa de seus sonhos. Não percebem, infelizmente, que essa mão faz parte do seu próprio corpo; o Deus tão buscado está dentro de si.
Minhas crenças atuam fortemente em mim e estão presentes em todas as decisões que tomo, norteando meus passos e guiando-me pelos lugares onde busco maior entendimento. Não nego, contudo, o fato de eu um dia ter apostado tudo, inclusive as mudanças pelas quais deveria passar, em um ser idealizado, que deveria suprir todas as minhas carências no exato momento em que nos conhecêssemos. Bem, esse dia simplesmente nunca veio! Procurei muito, busquei das mais variadas formas, mas o tão falado Deus parecia estar além do meu alcance e eu, por minha vez, aquém de suas expectativas e julgamentos morais. Hoje a situação já não é mais assim. Afirmar que muitas mudanças ocorreram dentro de mim nos últimos dois meses não constituiria qualquer mentira, antes seria a fala mais correta a sair de minha boca.
Amanhã terei a oportunidade de comparecer a um retiro espiritual de uma igreja evangélica de Maúa, a ser realizado em Ribeirão Pires. Posso dizer, sem medo, que os quase quatorze anos passados por mim em igrejas evangélicas não me fizeram muito bem, ao contrário do que muitas possam pensar. Claro que não as desmereço ou descrimino, apenas afirmo a minha incapacidade àquela época de filtrar informações e reconhecer o limite, a divisão entre a "mão divina"  e a ação humana naquilo tudo  (assim como ocorre em todas as religiões, sem exceção). Veremos o que será, né?! Espero obter várias respostas e fazer progressos na minha caminhada.
Não o falo com o intuito de iniciar uma pregação ou coisa semelhante, mas acho que todos deveriam parar em alguns momentos de suas vidas pra fazer uma profunda auto-análise. Independentemente de crenças, pois isso é algo necessário a cada um de nós, desde o ateu convicto até o fanático religioso. Tomemos como exemplo a natureza, apenas para termos idéia de como o pensamento segue. Para saber se algo está errado é necessário medir concentrações de determinados componentes, observar as alterações visíveis, os índices de proliferação de certos organismos, entre muitas outras variantes. Sem isso não adianta dizer que algo não vai bem, que aquilo outro está com problemas ou que devemos agir para consertar. Consertar como se nem sabemos a causa? Como se arruma algo que não possuímos a compreensão dos motivos pelos quais se encontra fora de ordem? Não sabemos nem explicar a razão de acharmos que há algo errado, quanto mais tomar qualquer medida para corrigir a situação.
E por isso o estudo é importante, uma vez que só através da aquisição do conhecimento consegue-se criar hipóteses e fornecer possíveis explicações para as desordens encontradas. Se estudamos, então, infindáveis coisas a fim de compreender melhor o Universo, seus componentes e as leis que regem a vida, por que simplesmente ignoramos a necessidade de conhecermo-nos e entender como nós mesmos funcionamos? Se pensarmos pro breves instantes, constataremos que cada um de nós forma um Universo particular. Temos idéias e filosofias correndo em nossas mentes, governos impostos por nós para que desempenhemos corretamente as tarefas, formas de julgar ações e pensamentos, reações químicas, interações físicas e biológicas, deveres e direitos que nos dizem respeito e até um relacionamento com nosso interior, que se traduz por aquilo que fazemos a fim de atingir o bem-estar. E se tudo isso está incluso dentro de nós, se milhões de coisas se passam na vida de uma só pessoa, se a junção de tantos fatores forma uma rede tão complexa a ponto de influenciar absolutamente tudo em nossas experiências, por que recusar-se a estudá-la e negar-lhe a devida e tão merecida atenção?
Se o fazemos, podemos identificar com maior facilidade os problemas, entender mais sobre nossos mecanismos de ação e reação, saber os motivos para pensarmos "A" ou "B" e, dessa forma, compreender como isso tudo atua em nosso relacionamento com os universos das outras pessoas, sabendo, por fim, como ajudarmo-las a formar um Todo, hoje constituído por mais de 6 bilhões de pequenos universos. Somos todos parte disso e se desejamos algo melhor para esse mundo, se queremos ajudar aos outros e, claro, a nós mesmos precisamos sentar e analisar nosso próprio mundo, em toda sua complexidade. Só assim saberemos realmente nossos problemas, suas origens e como resolvê-los. É a única forma  de agir conscientemente com o objetivo de se tornar alguém melhor a cada instante. A natureza é assim, o mundo é assim e nós estamos inclusos nisso, sendo, portanto, iguais a eles.
Se insistirmos em prosseguir apontando os defeitos alheios, mas esquecendo de olhar para os problemas internos estaremos somente criando mais um mundo saturado, incompleto e vazio. E disso, venhamos e convenhamos, o mundo já está cheio!


quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Por que simplesmente adiar?


Bem, a idéia do post de hoje partiu exatamente daquilo que eu havia escrito há seis dias, onde falava, principalmente, sobre minha falta de organização. Confesso que despejar aquele bando de informações não foi a coisa mais fácil, principalmente por necessitar fazê-las compreensíveis a quem lesse, mas acabei insistindo na idéia e concluindo mais um texto. No entanto, todos sabemos que nem sempre as coisas seguem dessa forma. Muitas vezes abandonamos atividades na metade do caminho, pelos mais diversos motivos. Claro, quando eles possuem certo fundamento são compreensíveis e, muitas vezes, perfeitamente aceitáveis. O problema surge no momento em que começamos a inventar mil situações e dificuldades para desacreditarmos aquilo que intencionamos e, então, cessar os esforços.
É como um jogo que fazemos com nós mesmos. Desenhamos mentalmente determinada situação e, ao fazê-lo, atribuimos-la certo grau de viabilidade. Prosseguimos com nosso ideal inabalável, mas, infelizmente, só até certo ponto. Quando notamos a primeira dificuldade, seja por conta própria ou por um alerta vindo de outra pessoa, pensamos automaticamente em desistir. Pra mim, esse é um momento crucial. Nos vemos diante de duas vias inescapáveis: fazer ou não fazer. Embora muitos afirmem a existência de um terceiro caminho, no qual optamos por não tomar partido ou iniciativa, demonstrando assim indiferença em relação ao assunto, eu o incluiria no "não fazer". Afinal (e aqui incluo que me apraz utilizar exemplos da Física para corroborar meus argumentos), nunca presenciei um caso onde um corpo pudesse ser encaixado em outra categoria que não fosse "repouso" ou "movimento", independentemente do referencial.
Vem-nos então à mente a questão: Sim ou não? E a resposta pode parecer óbvia a muitos, mas para nós geralmente não o é. Oras, se fosse certamente não estaríamos nos perguntando, certo?! Nada é óbvio, pelo menos na minha concepção, até que seja esvaído de toda e qualquer dúvida. Ao meu ver, só podemos ter absoluta certeza de algo a partir do momento em que as respostas para isso se tornam claras em nossos pensamentos e adquirimos confiança naquilo em que passamos a crer (um dia, em outro post, falarei sobre meu conceito de confiança, visto que é outra argumentação muito extensa). Se não nos decidimos de imediato, ou seja, se não confiamos na resposta que nos é dada, podemos dar início então a um longo processo de adiamento. E essa é a pior armadilha na qual poderíamos cair!
Começa aquele "ahh, depois eu faço", "depois eu digo", "depois eu ouço", "depois isso, depois aquilo". Eventualmente o "depois" se concretiza, porém, na maioria das vezes, jamais vira realidade. Passamos a adiar nossas mudanças, ações, falas, decisões e até pensamentos, correndo, inclusive, o risco de deixar cair no esquecimento partes muito importantes de um aprendizado que deveria ser contínuo e aproveitado em sua absoluta totalidade. E as consequências disso raramente são imediatas. Percebemos depois de meses ou até anos o buraco no qual nos metemos por não ter tido anteriormente a coragem ou força de vontade para cumprir uma meta relacionada ao nosso crescimento, essencial ao nosso bem-estar. E assim apenas "empurramos tudo com a barriga".
Sem nos darmos conta, empurramos, dessa forma, diariamente a nossa vida, sem nos sentir completos ou chegar à conclusão de que estamos realmente nos empenhando na melhoria daquilo que somos, na evolução do mundo ao redor. E isso, pelo menos pra mim, resulta num baita vazio interior. Sinto muita necessidade de amadurecer como ser humano, de me tornar verdadeiramente sábio, mas maior vontade ainda é a de poder ajudar aqueles que se encontram ao meu redor, contribuir na construção de um planeta que possa realmente ser chamado de lar agradável a todos. Tenho consciência de que não mudarei o universo, tampouco verei muitos dos resultados das sementes que hoje aqui planto. No entanto, isso não me dá motivos suficientes para desistir. Meu trabalho, assim como o de todos nós, é contínuo, imortal e absolutamente eficaz.
Sei que às vezes reclamo por estar fazendo um Curso Técnico de Meio Ambiente, uma vez que não tenho intenção de seguir na área, mas vejo atualmente as coisas de um ângulo diferente. As matérias podem ser chatas, as aulas insuportáveis e o sentimento de estar fora do meu lugar quase tão forte quanto qualquer outra coisa; existe algo, no entanto, que não posso negar. Cresci demais com tudo que ali tive a oportunidade de vivenciar. Aprendi que minha ação, por menor que seja, tem um grande poder e influência sobre as situações atuais. Uma simples palavra dita por mim pode não produzir resultados imediatos, mas é absolutamente capaz de mudar a vida inteira de uma pessoa. E isso não é mérito meu, afinal, todos temos a mesma força. Talvez não percebamos isso, mas somos diariamente transformados pelas pessoas à nossa volta na mesma medida em que as transformamos. Cada mínimo momento tem, juntamente a muitos outros, a energia de milhões de ondas. O impacto a longo prazo é enorme!
E dessa maneira acontece para tudo, inclusive para aquilo que adiamos. A vida, assim como a natureza, é cumulativa. Então por que insistir em não fazer, em não agir? Por que insistir em cruzar os braços e deixar as coisas passarem? Por que insistir em se fazer de vítima e não admitir a força interna inerente a cada um de nós? Para simplesmente poder estar acomodado? Então, se não esperamos mudar aquilo que nos incomoda, por que reclamamos? Por que nossa opção sempre é simplesmente adiar? Se queremos mudança, comecemo-la por nós mesmos, no nosso cotidiano, em cada segundo da nossa vida. Analisemos aquilo que não nos agrada dentro de nós e façamos o que for possível para retirar esses pedaços ruins não desejados.
Quero deixar aqui uma coisa dita pelo Yanni ontem no show, acrescentando que aquelas duas horas em que estive ouvindo ao vivo sua música foram inexplicavelmente incríveis. Momentos impagáveis, emoções que nem em mil anos eu seria capaz de descrever. Nem todas línguas do mundo possuiriam palavras suficientes, disso tenho certeza. Como eu disse a alguns amigos hoje, o que eu vi ficará marcado na minha memória partindo de ontem até o resto da minha vida. Muito obrigado Yanni, por compor com a alma, com o coração. Muito obrigado Deus, por me permitir tamanha felicidade como a da noite de ontem. Certamente o dia 22/09/2010 será eternamente inesquecível.

"Tudo de bom que já aconteceu à humanidade começou como apenas um singelo pensamento na mente de alguém. E se qualquer um de nós é capaz de pensar tal coisa, então todos nós temos a mesma capacidade, pois somos todos iguais"


E, pra mudar um bocado, fica o link de um vídeo que é realmente demais. Essa música foi tocada ontem e o violino simplesmente acabou comigo ;)

http://www.youtube.com/watch?v=iOMjhZ8mBHg

domingo, 19 de setembro de 2010

Ahhh...isso sim é glamour!

Esses dias vi uma coisa que me deixou realmente chocado - e sei que não somente a mim, mas também a muitos outros que tiveram a infeliz oportunidade de se deparar com a mesma bizarrice. A tão idolatrada estrela pop Stefani Joanne Angelina Germanotta - mais conhecida como Lady Gaga - nos deu uma amostra mais que surpreendente do seu espetacular poder criativo. Quem acompanha pelo menos um pouco do mundo da música, percebe que ela se tornou um ícone de originalidade, talento e muito, mas muito, glamour. Admito que nunca fui muito com a cara dela, embora reconheça em sua pessoa as características supracitadas. Ops, já ia esquecendo...exceto a última. Glamour, seja lá o que isso significar, é algo que pra mim, pelo menos a partir de agora, não faz mais parte do universo dessa "ilustre" cantora. Observe a foto abaixo e reflita por alguns segundos...



Sim, é exatamente o que parece! Uma roupa especialmente idealizada para o VMA e inteiramente feita de carne! Tudo bem, sei que minha ideologia vai absolutamente contra isso, pois, como alguns devem saber, sou vegetariano, mas preciso dizer que o problema com a morte de um animal não foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. Assim que vi essa cena só consegui pensar em uma expressão: Como assim?!
É, foi isso que me perguntei - e continuo a questionar até agora. O que uma pessoa tem na cabeça pra fazer algo dessa natureza? Sem pensar no fato de que vestir-se assim é, no mínimo, nojento, levemos em consideração ao menos o bom senso. Quem, em sã consciência, já pensou em sair desfilando por aí com uma roupa feita de comida? Aposto que você nunca viu ninguém na rua usando uma camiseta de salada com uma calça feita de omelete, certo? Ou mesmo alguém que fizesse um pão francês gigante e se enfiasse dentro, deixando pra fora somente os braços e pernas. Então por que razão nesse Universo um estilista de uma cantora internacionalmente famosa permite uma atrocidade desse tipo? Eu não sei a resposta e agradeceria muito se alguém pudesse me explicar a situação. 
E, sinceramente, não tenho problemas com a estética disso, mas sim com o absurdo da idéia em si. Não faz sentido algum! Aliás, deixo aqui a sugestão ao Felipe Neto que faça um vídeo comentando sobre isso, pois tenho CERTEZA que haverá MUUUUUITO sobre o que falar. Concordo que o mundo provavelmente já havia se acostumado um bocado ao estilo esquisito da artista, porém isso extrapola todos os limites possíveis daquilo que se pode chamar de "diferente". Não é mais questão de originalidade, e sim de absoluta ausência de um cérebro. E a pior parte é saber que existem milhares por aí a essa hora apoiando a atitude da cantora. Fãs alienados que não percebem as máscaras usadas por ela para esconder seus reais pensamentos e a extrema falta de conteúdo em suas músicas. Tudo parece se tratar de superficialidade. 
Já tive a oportunidade de ouvir algumas falas em entrevistas e confesso que por um tempo até cheguei a achá-la digna da fama que agora possui, pensando, inclusive, que poderia trazer alguma coisa útil à humanidade. Mas ultimamente vinha notando que isso era pura ilusão, o que só foi confirmado pela sua recente aparição trajando essas vestes ridículas e totalmente ofensivas. Agora só vejo que não há nada ali para ser mostrado, só um vazio enorme tentando ser encoberto por roupas mirabolantes e performances minunciosamente planejadas. É péssimo saber que o mundo ainda se deixa guiar por correntes assim, que nada acrescentam e aumentam mais ainda a necessidade das pessoas de parecer algo. 
Não sou contra os cuidados com a estética, mas não suporto as tentativas infindáveis e aparentemente incansáveis de mudanças na aparência a fim de corresponder a algum padrão social, tampouco quando são feitas em nome da auto-afirmação. Precisamos mudar dentro e não fora! Cortar o cabelo de um jeito, pintá-lo de arco-íris, usar uma bota plataforma de 30 centímetros, vestir roupas caríssimas e consumir indiscriminadamente artigos para beleza não transforma a vida de ninguém, apenas engana por um tempo, trazendo ainda a falsa sensação de melhoria. Quem é feliz se aceita exatamente como é e não precisa usar o físico para transparecer sua real identidade, porque quem entra em contato com uma pessoa desse tipo já nota logo de início toda a grandiosidade encontrada ali. 
Sei que esse post fugiu um pouco ao que geralmente escrevo, mas não podia simplesmente fingir que não vi e deixar pra lá. Crescer, se preocupar com o aprendizado, com a melhoria interna, com o aprimoramento das virtudes universais é o que realmente conta. Isso sim é glamour! O resto são só tentativas falhas de tentar ser outra pessoa e se encaixar em algo. Claro, isso é a minha opinião!

sexta-feira, 17 de setembro de 2010

Um bocado desorganizado...



Acho que o post de hoje tem tudo a ver com várias coisas sobre mim, inclusive o fato de que amanhã faria um mês que não escrevo nada aqui. Mas é a vida, né?! Nem vou dizer que é a correria, porque as coisas estão relativamente calmas pra mim e realmente tenho bastante tempo disponível, ainda mais se pusermos em comparação o semestre atual e o anterior. Pra termos uma idéia, coloquemos aqui quais eram minhas atividades e esclareçamos algumas coisas sobre elas. De segunda à sexta, das 13h às 17h30, fazia curso técnico. Mais tarde, às 19h10, começavam as aulas do cursinho, se estendendo até as 22h15. Em cerca de meia hora já estava em casa, o que deixa nosso relógio em 22h45, certo?! Pois bem, o dia ainda não acabava por aí. Quem me conhece sabe que meu namoro tem certas particularidades que lhe conferem um grau maior de dificuldade em relação aos relacionamentos usuais, embora, sem dúvida alguma, esteja alcançando com louvor seus seis meses de duração - e claro que esperamos que ainda tenhamos muito mais tempo juntos pela frente. Desse modo, precisávamos nos comunicar diariamente e tentar aproveitar o máximo possível nosso tempo um com o outro, a fim de superarmos nosso grande obstáculo, sendo que eu ainda precisava acordar cedo para manter os trabalhos e estudos em dia.
Aí você deve se perguntar: oras, mas isso não é tão difícil, pois ele só fazia duas coisas. E é exatamente aí que você se engana! Às terças-feiras, no período da manhã, tinha aulas de violino. Claro que durante a semana eu precisava praticar pelo menos umas seis horas, levando em conta a possibilidade de estudar uma hora diária, coisa que não conseguia fazer. Entretanto, como se não bastasse, ainda tinha curso de japonês aos sábados. Os horários poderiam até não parecer apertados - e talvez realmente não fossem -, mas sempre existe o "adicional".
Bom, deixo aqui a dica para aqueles que acham a vida sem emoção e precisam de um pouco mais de adrenalina e stress: façam um curso técnico de Meio Ambiente. Se andam faltando coisas com as quais se preocupar, certamente no segundo módulo haverão dezenas de trabalhos semanais acumulados para render boas dores de cabeça e muita correria. Sem contar que se vocês tiverem a minha sorte pegarão ainda a Semana de Meio Ambiente junto com os relatórios e provas. E pra mim foi tudo muito simples: só tive que me preocupar com o violino, fazer todos os trabalhos a tempo, estudar pro japonês, criar juntamente com um pessoal uma esquete (e nisso podemos incluir, como minhas tarefas, cenário, sonoplastia e roteiro) e montar com meu grupo um estande sobre reciclagem de papel. E vale ainda citar que exatamente no dia da peça tive que ir à junta militar pra saber se tinha sido dispensado, complementando meu momento com a maravilhosa sensação de ter sido convocado para a seleção.
Ok, isso não é um desabafo, ainda que possua todos os elementos para ser considerado como um. Só queria retratar minha vida há cerca de quatro meses, pois assim poderíamos compará-la ao estado atual. Simplesmente dizer que desisti do cursinho e das aulas de violino já ajudaria a perceber que as coisas estão mais tranquilas, mas preciso também falar sobre a drástica redução na quantidade de trabalhos, afinal, agora existem semanas em que não entregamos NADA (pode parecer absurda a afirmação, mas no módulo passado tínhamos pelo menos duas coisas na semana, entre provas e trabalhos). Sim, agora os dias estão mais calmos e só temos a pressão dum TCC e um SGA; eu, particularmente, estou tendo que me dedicar um pouco mais ao japonês, porém isso ainda não é suficiente para deixar-me atarefado como antes.
Todavia, mesmo com muito mais tranquilidade, as coisas ficaram mais complicadas. Estou deixando tudo pra fazer na última hora e isso tem me trazido alguns problemas comigo mesmo. E aqui chegamos ao tema do post: a falta de organização. Antes que venham as perguntas, respondo de antemão. Sim, já fiz uma agenda, já programei meus dias, já sei os horários em que deveria realizar minhas tarefas e tenho tudo em mente. Se seguisse meus planos tudo sairia certinho e eu, sem sombra de dúvida, aproveitaria muito mais as coisas que estou estudando. O problema é que essa idéia fica só no campo da imaginação e pouquíssimas vezes torna-se real através das minhas ações. E o pior de tudo é que não vou levando a situação, mas vou sendo levado por ela.
Acho que a pior coisa é termos um plano e faltar-nos força de vontade ou coragem para colocá-lo em prática. E justamente isso tem acontecido comigo. Não vou dormir no horário que deveria, não acordo cedo, perco quase minha manhã inteira, chego à noite e só fico no PC conversando e aos fins de semana saio ou assisto algo na TV. Dessa forma, fica claro que as coisas se inverteram. Semestre passado não tinha tempo pra mim, agora arranjo mil desculpas para não disponibilizar meu tempo para outra coisa que não seja eu. Sei que a mudança tem que partir de mim, mas admito a dificuldade que tem sido tocar nesse ponto. Sinto como se tivesse vivido um extremo e agora estivesse me colocando em outro, incapaz de achar o equilíbrio entre dedicação e lazer. E nem adianta fazer promessas a mim mesmo, porque já me cansei de quebrá-las e continuar a seguir o mesmo rumo.
Acredito que tudo na vida pode nos ensinar algo, cabendo a nós observar a situação e extrair o aprendizado que vem juntamente a ela. Uma das coisas que pude perceber é o fato de que existem áreas na minha vida que estavam necessitando de mais atenção e agora eu definitivamente estou me doando a elas numa medida razoavelmente boa. Tenho recebido grandes lições, coisa que, pelo menos pra mim, é indiscutível. Se paro, inclusive, pra pensar na minha vida há alguns meses, imersa naquela preocupação frenética com os meus compromissos, vejo o quanto cresci em relação a isso. Hoje sei das minhas obrigações, mas não deixo mais o desespero e a irresponsabilidade com o meu bem-estar tomarem conte de mim. Percebi, com tudo aquilo, que preciso cuidar mais da minha saúde, da minha espiritualidade, dos meus relacionamentos e, acima de tudo, da minha felicidade. Mas, infelizmente, ainda tenho penado um pouco pra aprender outras coisas, como, por exemplo, estabelecer metas e cumpri-las.
Sei, no entanto, que as coisas se ajeitarão ao seu tempo, o que de forma alguma devo usar como desculpa para me acomodar. Sou um bocado desorganizado, isso não nego, mas creio que em breve poderei mudar isso, mesmo não cumprindo ainda com meus horários. Se há um recado que gostaria de deixar a quem ler isso é esse: organizem-se, cumpram com suas responsabilidades internas e externas. Pode ser difícil, assim como tem sido pra mim, mas sei que não é impossível. Não deixem, como eu, a bagunça tomar proporções tão grandes a ponto de influenciar em outras coisas na nossa vida. Deixo aqui, parafraseado, um pensamento que li há alguns dias e fez todo o sentido, e abaixo uma foto minha com alguém que sinto muita falta e que, com a graça de Deus, em breve verei.

"A idéia de comunhão entre liberdade e organização pode parecer falha a muitos, mas não é. Não se é livre sem ser organizado."



quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Às vezes a saudade vem forte...


Geralmente os nossos dias passam tão rápido que mal conseguimos prestar atenção nas coisas que acontecem. Não notamos uma flor nova que desabrochou na árvore em frente à nossa casa, não admiramos a beleza do céu e nem sequer damos ouvidos ao canto dos pássaros. E muitas vezes vamos além disso, acabando por simplesmente não perceber a presença de alguém especial em nosso cotidiano. Ignoramos o fato de que as pessoas não duram para sempre, fingindo não estarmos cientes da brevidade de nossos dias. Essa noite sonhei com algo que me balançou um pouco nesse sentido, fazendo-me vir até aqui e escrever sobre saudade.
No sonho eu me despedia aos prantos de dois amigos meus que viajaram há uma semana para a Irlanda a fim de realizarem um intercâmbio cultural. Eram duas pessoas que estudaram comigo no ensino médio, estando presentes em quase todos os meus dias naquela escola, durante cerca de três anos. Bem, ano passado finalmente concluímos o curso e cada um seguiu seu rumo. O fato de não termos nos visto em aproximadamente oito meses não alterou em nada; aos nos encontrarmos dia 7 de agosto foi como se ainda compartilhássemos daquele sentimento juvenil e colegial que preencheu nossos corações por um bom tempo. Agora, no entanto, eles partiam para uma experiência nova, algo que os faria crescer em todos os sentidos, e só voltariam depois de um ano inteiro.
Se eu dissesse aqui que éramos melhores amigos estaria mentindo. Estávamos mais pra pessoas que se dão muito bem e gostam de passar algumas horas juntas, ainda que sejam muito poucas. Não tenho uma definição exata para o nosso relacionamento, mas uma coisa posso garantir: não havia notado até então o quanto me fariam falta. Nosso encontro ocorrera no sábado e, naquele dia, marcamos de nos despedirmos no aeroporto, na quarta-feira seguinte. Infelizmente não aconteceu dessa forma e os últimos momentos que teríamos para lembrar até o fim do primeiro semestre de 2011 seriam aqueles que acabáramos de passar juntos, correndo e rindo pelo Playcenter. 
O que sonhei parece ter refletido muito bem o que sinto agora. Queria poder ter tido aqueles últimos instantes com os dois, poder tê-los visto embarcar e abraçá-los momentos antes de sua viagem. Gostaria de ter-lhes dito muitas coisas, ter sentido o calor de sua companhia comigo por mais alguns minutos. Só mais algumas fotografias mentais de momentos felizes, dos rostos alegres. Apenas algumas gravações de suas vozes, guardadas dentro de mim, lá no fundo dos meus pensamentos. Ainda sentiria a falta deles, mas talvez não me arrependesse por não ter lutado para vê-los naquele último dia. E tudo isso se intensifica ainda mais, pois tenho sentindo muita falta do Fernando aqui comigo.
É quase impossível falar sobre isso e não ver meus olhos se enchendo de lágrimas. Lembro até hoje da nossa despedida. Foi como se tivessem arrancado um pedaço do meu coração e levado pra longe, como se eu simplesmente não tivesse poder de impedir que algo tão importante fosse tirado de mim. E é horrível escrever isso, vendo as gotas rolarem pelo meu rosto, e não poder fazer absolutamente nada pra ver aquele rosto na minha frente. Pra sentir o toque, ter o afago, o carinho que me acalentou durante duas semanas inteiras. Sei que o tempo passa rápido, porém é muito difícil evitar não sentir esse monstro se remexendo dentro de mim, comprimindo meu peito fortemente e trazendo essa sensação de desconforto agudo. E nem sempre eu consigo acalmá-lo.
Acho que hoje tudo que mais quero é saber que os tenho aqui comigo, sentir sua presença dentro de mim. Brevemente verei os três - o Fernando, pelo menos, daqui a três meses - e poderei sentir novamente a energia gostosa que me fazia tão bem quando estávamos juntos. Vejo esse texto apenas como um desabafo, uma forma de expressar aquilo que sinto exatamente agora. O que me conforta é saber que eles um dia voltarão, ao contrário de outras coisas e pessoas que já se foram e não há como ter de volta. Por isso penso que é bom abrirmos os olhos e agradecermos muito por tudo que temos, já que o mundo pode virar de cabeça para baixo a qualquer momento e nos deixar sem algo em que segurar. Afinal, às vezes a saudade vem muito forte e pode ser que em grande parte delas não tenhamos como saciá-la.

Thiago, Camila e Fernando, espero que vocês estejam logo aqui e que esse tempo passe rápido para nós quatro. Obrigado por tudo que, mesmo sem saber, significaram para mim. E ainda o fazem.

domingo, 15 de agosto de 2010

Sem reclamar!


Ok, sei que esse tema é um bocado complicado, mas decidi falar sobre ele por ter percebido o quanto reclamo das coisas. E o pior: isso acontece praticamente o dia inteiro. Quer ver?! Pois bem, vamos a alguns exemplos.
Se está muito frio fico bravo, pois meus pés e minhas mãos começam a doer; quando, no entanto, vem o sol e a temperatura sobe um bocado também não estou contente, já que o calor me deixa mole e me faz suar. Se acordo tarde irrito-me com a idéia de que eu sou um vagabundo em potencial, mas se levanto da cama muito cedo passo o dia gritando aos quatro ventos como é difícil levantar às 6h da manhã. Se os trabalhos saem ruins reclamo por não ter tido tempo ou vontade de fazê-los decentemente, porém se ficam bons passo o tempo todo desejando largar tudo e falando que aquilo consumiu minha alma. Se vou para o técnico me sinto mal por não estar fazendo algo que seguirei no futuro. Entretanto, se fico em casa já começo a pensar que deveria estar fazendo algo de útil em minha vida, mesmo que não gostasse. Se paro pra assistir e fazer coisas que gosto me pergunto se não estaria perdendo tempo com isso, jurando que o melhor seria estar estudando. Contudo, se começo a estudar feito um doido acabo rogando pragas a todos aqueles que um dia inventaram esse mania de acumular conhecimento.
E dessa forma se vão os meus dias. Parece que simplesmente sempre há algo errado que me garanta o direito legítimo de reclamar. Afinal, o metrô está lotado, a comida não está boa, estou sem dinheiro, não estou me achando bonito, perdi a hora, discuti com alguém, dormi tarde demais, não tive tempo pra fazer tal coisa, a mesa está desarrumada, não tenho meu espaço pra guardar as coisas em casa, a mochila está pesada demais, estou lendo muito, a bateria do celular acabou, meus cachorros não calam a boca... e por aí vai. Ainda assim tem sempre aquele momento em que nossos problemas parecem ser reduzidos, pois é inevitável encontrar alguém que reclamará ainda mais que você. E assim entramos praticamente numa competição, como se ganhar o prêmio da "Vida Mais Complicada" fosse fazer bem a alguém. Bom, eu percebi que, pelo menos no meu caso, isso não leva a lugar algum.
Só é estranho refletir e chegar à conclusão de que a solução para esse problema é absurdamente simples. É só parar de reclamar. Não dói, não mata, não custa nada, nem arranca pedaço... apenas exige um pouco de esforço. Problemas todos nós temos, isso é indiscutível. Alguns são maiores, outros muito menores, mas isso é algo que realmente não deveria importar. Reclamar da vida não ajuda ninguém em nada e não resolve dificuldade alguma. Ao invés disso deveríamos nos centrar em solucionar as situações conflituosas, sem precisar espalhar e divulgar em rede nacional o quão árduo nosso caminho é. Sem reclamar temos muito mais ânimo pra isso e nos sentimos muito mais confiantes perante nossas batalhas, reforçando uma imagem de capacidade que deve estar incutida em nossas mentes. E isso vale para absolutamente tudo!
O ideal é ter consciência dos muros para os quais estamos rumando, para então planejarmos, de boca fechada e imersos na construção da melhor alternativa, as nossas futuras ações. Tudo sai muito mais rápido e a dor se torna muito menor. Não reforcemos o tamanho do monstro que encaramos, mas sim a grandeza de nossa força para vencê-lo.

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Buscar sempre ter força!


Finalmente estou retornando às postagens, graças a Deus. Agora pouco tive a idéia e a vontade de escrever um pouco sobre força, algo que todos nós temos e às vezes não sabemos como encontrar. Venho aprendendo muitas coisas ultimamente, ensinamentos que estão verdadeiramente revolucionando minha vida e visão de mundo. Ainda assim, não é fácil sorrir para tudo e manter a felicidade interior frente aos inúmeros desafios que a vida insistentemente nos apresenta. Penso que nossa existência é exatamente como o mar; assim como a lua e outros fatores influenciam as marés, trazendo tormentas ou dias de pura paz numa praia qualquer, os acontecimentos ao nosso redor nos fazem sofrer ou sorrir, odiar ou amar, sentir-se mal ou bem. E todos bem sabemos: existem muitos dias em que o mar de nossas vidas encontra-se absolutamente agitado, sem possibilitar-nos enxergar um caminho ou algo capaz de nos levar a ter esperança. 
Diante disso muitos desistem de caminhar, rendendo-se às intempéries e fazendo-se vítimas irreparáveis de sua própria falta de amor e compaixão para consigo. E por que digo isso? Bem, é muito fácil ver que todos sofremos, mas a dificuldade se encontra em entender porque alguns lidam melhor com a dor enquanto outros parecem ser derrotados por cada soco que levam da vida. E isso, pelo menos para mim, reflete uma grande falta de força interna. Se formos ainda mais fundo, veremos que tal dificuldade é ainda ocasionada pela deficiência em diversos outros fatores, como auto-estima, paz interior, confiança, estabilidade emocional e psicológica, entre muitas outras coisas. Sendo assim, vejo que esses pontos precisam ser trabalhados para que saibamos administrar nossas atitudes.
Sim, porque é extremamente necessário estar em sintonia consigo e possuir auto-controle para conseguir, então, superar momentos difíceis. Claro que todos teremos dias, semanas, meses e até anos ruins. Isso é absolutamente inevitável e tentar controlar a direção dos acontecimentos só nos trará mais dor, posto que é impossível frear tudo aquilo que possa nos incomodar. A vida não foi feita para ser somente um mar de rosas, mas não precisa, entretanto, ser uma tortura diária. Sorrir pode nem sempre ser fácil, ainda que tudo esteja correndo bem. No entanto, é imprescindível criar e desenvolver a paz interna, a qual nem a pior tormenta é capaz de abalar. Grande exemplo disso, ao menos para mim, foi o episódio bíblico de Jesus e os discípulos no barco durante uma grande tempestade. Enquanto tudo balançava e a embarcação prometia virar, levando, possivelmente, todos à morte, o desespero tomava conta. Jesus, porém, não se incomodava com tudo aquilo, provando que seu interior não poderia ser abalado pelas dificuldades externas. E assim o problema foi vencido.
Podemos até não ter todo o desenvolvimento que foi mostrado por ele naquele dia, mas somos plenamente capazes de colocar em prática nossas vontades. E quem é que se recusaria a estar em paz todos os dias? Quem se recusaria a não se deixar vencer pelos problemas? Quem se recusaria a ter força para encarar suas dificuldades? Todos queremos isso, todos precisamos disso. E se falhamos em nossa busca é porque estamos indo pelo caminho errado. Estamos buscando fora o que deveria ser achado dentro. Tentando encontrar motivos para estarmos calmos, quando, na verdade, deveríamos nos tranquilizar para depois encararmos o mundo. O caos não pode nos trazer paz alguma, mas nós podemos sempre parar e respirar para nos restabelecermos. Dessa forma passamos a nos irritar muito menos e confiarmos muito mais em nós mesmos para desenvolver nossas atividades e prosseguir com sabedoria.
E essa confiança é a grande chave! Se confiamos em nós, acreditamos no nosso potencial, encontramos a força para acordar e encarar nossos próprios fantasmas. O impossível é estabelecido por aquilo que nos impomos como limitação e somente seremos incapazes se assim acreditarmos ser. Buscar sempre ter força é saber o seu potencial, ter paz dentro de si, ter auto-controle e entender que as situações não podem ser controladas por nós. Portanto, se não podemos direcionar o mundo, direcionemos a nós mesmos e saibamos, assim, viver melhor e com muito mais saúde. Façamos nosso caminho, tenhamos força por nós mesmos, sem esperar que o ambiente ou as pessoas nos dêem aquilo de que sentimos tanta necessidade.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Não, não esqueci!

Se alguém visita o blog deve estar provavelmente achando que o abandonei ou mesmo esqueci de sua existência. Não, não esqueci! A verdade é que agora voltaram as aulas e eu ainda estou tendo que ajeitar meus horários, estando ainda um pouco desorganizado. Quero dizer, no entanto, que as postagens brevemente retornarão e eu voltarei a escrever sobre temas similares aos que tenho abordado até o momento. Aliás, preciso também de idéias e ultimamente admito não ter tido muitas, o que acaba me desanimando um bocado.
Mas enfim, só queria fazer esse comunicado, talvez a mim mesmo, para que não me esqueçam e continuem a olhar aqui em busca de algo novo. Obrigado!